Não quero flores

Já me chamaram de histérica porque eu aumentei minha voz.
Já me chamaram de maluca porque eu discordei.
Já me chamaram de reacionária porque não aceitei piada de estupro.
Já me chamaram de problemática porque não deixei o cara beijar a mulher desconhecida a força.
Já me chamaram de “puta” porque corri antes da agressão.
Já me perseguiram de dentro de um ônibus até a porta de minha casa.
Já me disseram para me fazer de burrinha porque mulher inteligente assusta homem.
Já me empurraram porque eu dei risada com um amigo.
Já duvidaram que o “tio” passou a mão em mim quando eu tinha 7 anos.
Já questionaram se o supervisor não estava só brincando quando me alisou durante o estágio.
E tem gente que ainda acha que o dia de hoje é sobre flores.

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Eu tava era gata mesmo!

Existe algo de muito especial em ser quem somos, sem nos escravizarmos com padrões de beleza. Já escrevi aqui algumas vezes sobre minha luta diária para assumir meu corpo como ele é. Sobre deixar que a padrão de modelo capa de revista não influencie a minha percepção de beleza.

Esse ano, pela primeira vez em uns 10 anos, resolvi dançar com a barriga de fora por opção (só dançava de barriga de fora quando o figurino do grupo não permitia usar uma segunda pele e sempre me sentia desconfortável ao extremo).

E não foi pelo fato de eu ter emagrecido 5kg esse ano, apesar disso ter ajudado. Foi ter ouvido uma médica me dizer explicitamente que estou dentro de meu peso saudável, que emagrecer a partir de agora é questão estética. Levei uns 6 meses repetindo isso até processar a informação: “é estética. Eu sou saudável”.

Então, dia 8 de dezembro, coloquei a barriga de fora e subi no palco. E não foi apenas grupo que dancei assim: eu fiz um solo. E confesso que me achei linda. Quando eu me olhei no espelho, meus pneuzinhos foram a última coisa que notei. Eu me achei foi muito gata mesmo, sem falsa modéstia.

Dancei 5 coreografias, entre grupos, solo e dupla. Dancei na frente do palco. Dancei com um holofote me iluminando e a atenção da plateia toda voltada para mim enquanto eu solava. E a sensação de liberdade foi incrível. Eu me senti plena não apenas porque solava, mas porque fiz isso assumindo que não tenho corpo de capa de revista e que mesmo assim eu sou linda e minha barriga também.

Quando terminamos, fui perguntar as minhas amigas e a minha família o que eles haviam achado. “Linda”. “Plena”. “Nunca te vi tão sensual”.

“Porque você foi inventar de usar aquela roupa branca? Te deixou mais gorda”

Eu sorri.

O comentário dela não me incomodou. O que me incomodou foi minha reação. Foi não ter respondido. E pior: for ter sorrido ao comentário non-sense. Mesmo sabendo que a pessoa não disse por mal ou que ela não se incomodaria com minha cortada (provavelmente ela iria rir e a vida continuaria).

Acho que eu não respondi porque a voz de minha irmã é bem forte quando ela diz “nunca comente sobre o corpo de outra pessoa. Isso irá reduzi-la a sua aparência e por mais linda que essa pessoa seja, ninguém merece ser reduzida a sua aparência”.

Acho também que eu não respondi porque eu conheço muito bem a pessoa que disse isso e eu sei que ela é non-sense e mete os pés pela mãos o tempo todo. Vira e mexe dou uns beliscões nela para ela não falar besteira.

Mas, amiga, eu estava gata. Foda-se o padrão de beleza. Foda-se você ter me achado “mais gorda” e foda-se também o seu “mais gorda”. Eu não estou gorda. Eu estou gostosa. Entendeu?

Não existe “mas será que…” quando o assunto é violência

“Mas será que ela ia realmente te agredir”?

A relativização da segurança da mulher é um problema constante e até mais grave que a agressão em si: mesmo havendo agressão, a mulher tem que provar que não provocou ou que não entendeu errado o que aconteceu.

Hoje eu passei por uma situação de risco: chegando no trabalho, notei um homem me olhando estranho quando saí do carro. Desses olhares que te arrepiam e te colocam em estado de alerta. Ele foi andando na minha frente e eu, instintivamente segurei a respiração na expectativa. Ele passou pela escada onde eu ia subir e parou. Abaixou para fingir que amarrava o sapato e ficou me olhando de canto de olho. Acelerei meus passos e subi a escada de entrada do meu prédio e fui seguida por gritos de “sua puta! Não adianta fugir” e mais um monte de coisas que não entendi.

Entrei no prédio correndo, sem dar meu “bom dia” diário ao porteiro ou aos meus colegas de trabalho e subi as escadas correndo. Cheguei no escritório tremendo e pensando em como me senti desamparada: as pessoas em volta, que viram a cena, nada fizeram.

Contei o que aconteceu para algumas colegas. Duas delas me acolheram e disseram “ainda bem que não aconteceu nada”. Outra me perguntou “mas será que ele ia fazer alguma coisa com vc mesmo?”. Ia. Claro que ia. A reação dele quando eu subi a escada em vez de passar por ele deixou isso bem claro.

E ela continuou: “ele era negro”? “Era”, respondi.

“Será que vc não ficou com medo por causa disso? Tendência em achar que negro é sempre bandido?” Eu já estava nervosa e agora precisava me explicar para outra mulher. Então juntei meus cacos e respondi:

“Isso não significa nada para mim. A primeira vez que fui seguida por um homem, eu tinha 15 anos e ele era loiro, do olho azul. Ele me seguiu do colégio até em casa e eu fiquei apavorada independentemente da cor da pele dele. Cor de pele não significa nada nessas horas. E digo mais: a gente sabe reconhecer o olhar de uma pessoa apenas olha para vc, uma pessoa que te come com os olhos e uma pessoa que vai te fazer algum mal. Eu estou dizendo que era o terceiro caso”. Encerrei a conversa e saí da sala para recompor meus caquinhos.

Estou escrevendo isso com as mãos geladas e ainda estou tremendo. Não porque passei por uma situação de risco. Essa não é a primeira nem a última vez que isso acontece comigo. Mas porque eu precisei me defender de outra mulher. Precisei me explicar e dizer “não estou sendo racista. Não foi achismo de minha cabeça”.

Relativizar qualquer tipo de agressão é errado. Fui agredida verbalmente e senti que havia algum risco. Isso deveria ser o bastante. Ponto final.

Plantando Sementes

170111

Ontem eu estava conversando com um vendedor da empresa que eu trabalho. Ele estava contando que um amigo pediu a moto dele emprestada e me disse “Carro e mulher são coisas que não se emprestam”.
“E carro e mulher são iguais?” – perguntei. Ele fez cara que não entendeu minha pergunta. “Carro é um objeto inanimado que não tem vontade própria. Mulher é ser humano e faz o que ela quiser. Cuidado com a frase machista”.
“É uma amiga que sempre diz isso”. – ele respondeu.
“Sua amiga tb é machista. Mulher é coisa?”
“Não, né?” ele perguntou ainda com dúvida.
“Não é. Mulher é gente”.
“Vc tem razão. Vixe… que frase feia que eu falei”.
“Tb acho”
“Mas foi minha amiga quem me disse”.
“Ela tb é machistinha. Mas isso não te dá o direito de ser tb”.
“É…” e ficou quieto uns 5 minutos antes de mudar de assunto.
Plantei a semente. Espero que nasça. 

A Política, o Ódio e outros sentimentos

161112

“Puta! Vá se foder, Hilary”

“Vadia”!

“Enforque essa a puta”!

“Vá se foder, seu preto”!

“Saia daqui, viadinho”!

“Sieg Hiel”! (expressão alemã que significa “salve a vitória”, usada por Hitler)

Isso são apenas alguns dos comentários dos eleitores de Donald Trump que foram capturados em vídeo. Quando saiu o resultado das eleições americana, minha timeline foi inundada de postagens políticas e apocalípticas: será esse o início do fim do mundo? Aqui no Brasil, nossa realidade não é tão distante do preconceito, machismo, homofobia, transfobia e racismo dos americanos.

Nesse momento, eu não me importo muito com sua posição política. Você pode ter sido contra ou a favor do impeachment, contra ou a favor de Trump. Mas a forma como você lidou com tudo o que aconteceu por aqui nesses últimos meses diz muito sobre você.

Hilary, uma mulher branca, foi xingada. Desrespeitada. Donald Trump, que inclusive confessou quando não sabia que estava sendo gravado de agredir mulheres se livrou de tudo dizendo que era “conversa de vestiário”.

Dilma, uma mulher branca, foi xingada. Desrespeitada. E aqui não consigo nem escolher apenas 1 político homem para fazer o comparativo, de tantos que foram perdoados por serem homens (estupradores, drogados, corruptos… como escolher apenas 1?).

Sua posição política deveria ser a menor das questões.

Mas não é.

Deixando de lado o fato dela ter sido a Presidente, o que por si só exigiria algum respeito, Dilma é uma senhora. Uma mãe, uma avó. Você gostaria que falassem de sua avó como falavam dela? Que fizessem adesivo incentivando seu estupro? Que a chamassem de puta? Que escrevessem em revista de circulação nacional que o problema de sua avó era falta de sexo? Então porque considerou ok escrever isso tudo sobre Dilma? Você pode não concordar com as políticas dela. Pode achar que ela foi uma péssima administradora. Mas faltar com respeito, nunca!

Vou ainda mais longe, você não deveria se chatear com o desrespeito a ela porque você tem avó, ou mãe, ou irmã. Você deveria ter se chateado porque você é um ser humano. E seres humanos deveriam ter empatia e respeito a outros seres humanos.

Donald Trump é casado com uma mulher linda. Que já foi modelo, mas hoje é uma bela, recatada e do lar. Igual a Primeira Dama brasileira. Uma mocinha boba, infantilizada pela mídia e que ocupa um papel figurativo num governo retrogrado, machista, homofóbico, racista e elitista.

A eleição americana e a política brasileira têm algo em comum: a raiva generalizada. Lá na terra do Tio Sam, Trump ganhou ao incitar o ódio às mulheres, negros, gays, latinos, muçulmanos e qualquer um que fugisse do padrão de família branca.

Você percebe a semelhança com o quadro político brasileiro? Fugiu do padrão de tradicional família, será odiado.

Eu não gosto da palavra vitimismo, mas arrisco até a usá-la aqui: “as feministas querem acabar com a tradicional família brasileira”; “os gays querem acabar com a tradicional família brasileira”; “os transexuais querem acabar com a tradicional família brasileira”.

A Tradicional Família Brasileira, que sempre esteve no poder, de repente se viu perdendo espaço (na verdade, eles não perderam nada, mas a gente conquistou alguns espaços que eram exclusividade deles). É preto e favelado entrando na universidade. É mulher sendo chefe de estado. É gay ocupando cadeira no senado. “Eles estão tirando o poder da gente. Vamos ser dominados por mulheres, por negros, por gays, por nordestinos” (aliás, o que o Sul faz com os nordestinos é o que os EUA fazem com latinos).

Sabe que outra sociedade teve um pico de ódio generalizado como esse? A Alemanha Nazista. Bastou que um homem que soubesse manipular as pessoas através do ódio tomasse o poder para que judeus, ciganos, negros e mulheres passassem a ser considerados seres menores.

Não é à toa que o movimento neonazista está crescendo.

Só que lá nos EUA a gente ainda entende, mesmo que não concorde. Aqui no Brasil? Em um país tão miscigenado, com uma mistura tão bonita? Pregar a pureza de raças chega a ser irônico.

O momento político mundial é um whitelash: uma reação da parcela branca da população aos movimentos de empoderamento da parcela não branca. A Europa vive a crise dos refugiados, com brancos gritando para qualquer um que não pertença a sua “raça” para “voltar para a África”. Os eleitores de Trump gritaram “construa o muro”, para manter os latinos fora dos EUA. E Marcela Temer deixou claro que no governo atual, o lugar de mulher é em casa cuidado dos filhos.

Está tudo conectado. Os países são diferentes. Os governos são diferentes. Mas quem quer nos mandar de volta de onde saímos esquece que foram eles que nos procuraram em primeiro lugar. Foram os Europeus que decidiram explorar a África, o Oriente e as Américas. Foram eles os responsáveis por nos mostrarem que eles estavam ali. Foram eles os primeiros imigrantes. Agora não dá mais para voltar atrás.

Foram os homens com sua sede de poder e guerra que forçaram as mulheres a entrarem no mercado de trabalho durante a Segunda Guerra Mundial. Ou a gente trabalhava, ou não haveria mão de obra, já que os homens estavam no front de batalha. Agora não dá mais para voltar atrás.

Seja sua visão política liberal ou conservadora ou sua visão econômica capitalista ou socialista, o que o mundo precisa nesse momento é tolerância. Não dá mais para voltarmos atrás e mudar o que já foi. O que precisamos agora é caminhar para frente e em direção a um futuro melhor.

Como diria Pitty, “o negro não vai voltar para a senzala nem a mulher para a cozinha nem o gay para o armário”. Nós estamos aqui e vamos continuar aqui. O ódio não vai vencer.

Não vamos nos calar

161028

A aula de spinning estava a todo vapor!  O suor escorrendo, as pernas doendo. Tudo como deveria ser. Aí a professora gritou “aumenta a carga e joga o quadril para traz”.

Pronto. Acabou o sossego.

Um macho alpha deu um grito “Ai, delicia. Vem, delicia”. O que se seguiu foi uma série de gritos pornográficos.

A turma que até então dava gritos animados quando a professora mandava aumentar a carga ou a velocidade ficou muda.

Depois de alguns minutos com o macho alpha gritando, eu disse em alto e bom som “Esse cara deve ser frustrado sexualmente”. Claro que não foi suficiente para ele parar. Ele simplesmente ignorou meu comentário e continuou deixando as mulheres da turma constrangidas. Em certo momento da aula, a professora dava uma risada sem grança antes de dar o comando e apenas dizia “quadril”.

Quando cheguei em casa e contei o ocorrido, ouvi de minha mãe: “não faça isso. Você não sabe quem ele é. Ele poderia ter te dado uma resposta que você não ia gostar ou ter te agredido”.

Agora eu pergunto: alguém, alguma vez, disso a um homem “não faça isso. Ela pode te dar uma resposta que você não vai gostar”? Não, né?

Pois é.

Apesar de ter sido criado feminista, com minha mãe me dizendo para não esperar por homem para resolver meus problemas, eu também fui criada no paradoxo de não responder para “me preservar”.

Então quando eu tinha 18 anos e um desconhecido disse no meu ouvido, no meio da rua, que “queria chupar esses peitinhos” ou o colega da faculdade que eu nem conhecia me disse “queria te pegar de quatro”, eu não respondi. Apenas ignorei.

Mas ignorar foi uma agressão a mim mesma. Foi engolir a seco o assédio que até então chamávamos de cantada, como se dizer que o cara estava “cantando” reduzisse a agressão.

Essa geração de homens que cresceu com mulheres caladas precisa aprender que essa época já acabou! A gente vai falar, sim. A gente vai reclamar, sim.

Minha prima outro dia mandou um cara que a assediou “tomar no cu”. Ele ficou chocado e foi embora. As mulheres mais velhas da família também ficaram, porque elas não aprenderam a responder. Minha geração descobriu que responder tem um efeito muito melhor que calar. Porque quando a gente cala, eles acham que está tudo bem. Mas não está. Era só medo mesmo. Medo porque vocês, homens, são mais fortes e bater em mulher não era um bicho de sete cabeças. Mas essa época já acabou.

Eu sei que a gente ainda vai apanhar muito (metafórica e literalmente) antes das coisas melhorarem, mas a gente não vai ficar calada! Nunca mais!

Machismo Olímpico

blog_olimpiadas

Não estou acompanhando as Olimpíadas. Não porque eu não quero, mas meu horário é bem apertado. Vou trabalhar às 8hs e depois do trabalho ainda vou para academia ou aula de dança, dependendo o dia da semana.

Mas uma coisa tem me chamado atenção: como as mulheres parecem reinar absolutas nas provas.

Meu feed de notícias do Facebook está recheado delas. Fala-se na jogadora Marta, da seleção brasileira feminina de futebol. Em Rafaela Silva, ouro na prova de Judô. Do pedido de casamento da voluntária Marjorie Enya para a jogadora de rúgbi brasileira Isadora Cerullo. Tem ainda as ginastas Lee Eun-Ju, da Coreia do Sul, e Hong Un Jong, da Coreia do Norte, que quebraram o tabu e fizeram um selfie juntas durante o treino.

Essa definitivamente parece ser a Olimpíada das Mulheres.

Mas nem tudo são flores e medalhas…

A Olimpíada das Mulheres também tem seu lado negro. Mesmo quebrando recordes, como a nadadora húngara Katinka Hosszu, que bateu o recorde mundial dos 400 metros, a imprensa ainda protagoniza os homens, deixando as mulheres como meras figurantes de suas próprias histórias.

Quando Katinka subiu ao pódio para receber sua medalha de ouro, a televisão mostrou seu treinador (e marido), como de costume. O comentarista da NBC, Dan Hicks, fez um comentário infeliz e machista: “está aí o homem responsável”, retirando de Katinka o mérito de sua vitória.

Dan Hicks deu uma declaração ao Chicago Tribune depois de ter sido duramente criticado nas redes sociais, dizendo que é impossível falar sobre a vitória da nadadora sem mencionar seu treinador. De fato, um treinador tem crédito por melhorar a performance de um atleta, mas eu não me lembro de ninguém ovacionando o treinador de Michael Phelps…

Por falar no Chicago Tribune, o jornal foi o centro de uma gafe quando classificou Corey Cogdell, ganhadora do bronze na categoria de tiro ao prato, como “esposa do jogador do Bears”. Seu nome, para a publicação, não era importante. Muito menos o fato dela ter conquistado a mesma posição nas Olimpíadas de Pequim. Mas o fato dela ter “enlaçado” o jogador americano do Chicago Bears, Mitch Unrein? Digno de reconhecimento. #sqn

Mas o lado mais negro das Olimpíadas, até o momento, ficou reservado para Joanna Maranhão. Após a nadadora brasileira ser eliminada nos 200 m borboleta, seu Facebook foi invadido com mensagens de ódio, chegando ao cúmulo de pessoas desejando que ela fosse estuprada. A nadadora revelou em 2008 que sofreu tentativa de estupro de um ex-treinador, o Eugênio Miranda, então o ler os comentários em sua fanpage teve um sabor ainda mais amargo para a atleta.

Esses são apenas 3 entre inúmeros casos de machismo durante o evento Olímpico. Ainda somos retratadas pela mídia como “mulheres bonitas, mas que são boas jogadoras”, “beldades do esporte” ou “cardápio variado”. Basta fazer uma pesquisa no Google para se deparar com manchetes como essas.

E cabe a nós, mulheres, se rebelar e mostrar o erro. Reclamar faz parte de nossa luta diária.

Até que o dia os atributos físicos sejam menos importantes que nossas habilidades.